A Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal (Anape) lançou o diagnóstico “Realidade do Trabalho e Impactos da Tecnologia na Atividade dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal”, estudo que analisa de forma aprofundada como a transformação digital tem impactado o exercício da advocacia pública estadual.
O levantamento foi apresentado durante o encerramento do 7º Encontro Nacional das Procuradorias de Saúde (ENPS) e dá continuidade às pesquisas iniciadas pela entidade sobre saúde e qualidade de vida na carreira, ampliando o foco para os efeitos da tecnologia na rotina profissional, na motivação e na percepção de dignidade no trabalho.
Desenvolvido no âmbito do Observatório do Trabalho da Diretoria de Direitos Humanos, o estudo teve como objetivo mapear fatores críticos que influenciam o desempenho dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal. A pesquisa analisou, entre outros aspectos, os níveis de tecnoestresse — como sobrecarga, invasão e insegurança —, a carga horária efetiva, a interferência no tempo de descanso e os impactos desses elementos na satisfação profissional.
A iniciativa contou com a atuação de comissão e grupo de trabalho formados por Fabíola Marquetti, 1ª vice-presidente da Anape; Helder Barros, diretor Administrativo e Financeiro; Cristiane Guimarães, diretora de Direitos Humanos; e Leila Tinoco, diretora adjunta de Tecnologia.
Para Cristiane Guimarães, idealizadora da iniciativa, o diagnóstico representa um instrumento estratégico para a transformação institucional. “A pesquisa aqui apresentada não é um fim em si mesma, mas um instrumento a serviço da transformação. Ela nasce do compromisso da Anape com o conhecimento aprofundado da realidade de seus representados e com a formulação de políticas baseadas em evidências”, afirmou.
Cristiane também destacou a importância de práticas voltadas à preservação da saúde mental dos procuradores diante dos desafios impostos pelo ambiente digital. Entre as orientações, ressaltou a necessidade de estabelecer limites no trabalho, valorizar o descanso, buscar apoio profissional quando necessário, incentivar o diálogo e reconhecer os próprios limites como condição essencial para a sustentabilidade da carreira.
O diagnóstico contou com o apoio técnico da Psicologia Clínica & Organizacional (PSYCH) e do psicólogo Clínico e do Trabalho, Cristiano Costa.
Fonte: ANAPE